Celebro hoje, o meu 25.º aniversário, na companhia de amigos e família, numa altura em que a idade já vai pesando (cof cof).
O que seria de mim se neste meu primeiro quarto de século eu não tivesse vivido exatamente o que eu vivi? Se não tivesse feito as escolhas que fiz, sentido os medos que senti, chorado as dores que chorei… ou as escolhas erradas que me fizeram quebrar a cara. Se a vida não tivesse me mostrado, ora mãe, ora madrasta, como de facto ela é. Se as minhas risadas a toa não houvesse existido e se meus gritos no silêncio do meu quarto houvessem sido escutados… Quem será que eu seria?
O que de facto me assusta não é uma fracção de século de vida que não volta mais. Nem o meu olhar um pouco cansado, a minha voz com esse tom adulto, os meus pensamentos e minhas atitudes, um pouco mais maduros. O que de facto me assusta não é a solidão dos dias que gosto de sentir. Nem eu ainda ter esperança de que as pessoas vão ser mais “sim” do que “não”. O que de facto me assusta, sou eu aqui agora, sozinha. Pensando na vida e chegando a conclusão alguma, a resposta nenhuma.
O que eu quero da vida hoje, não é o que eu queria ontem, antes de ontem… ano passado…
Eu choro de felicidade, choro de tristeza, choro de raiva, choro de solidão. Rio de quase tudo, rio a toa, rio do vento, rio pro tempo. Sinto medo, sinto alegria, sinto vontades…

Nesse um quarto de século que se foi… Eu errei, acertei… Fui triste e fui feliz… Fiz amigos, perdi amigos… Tive vontades e desvontades… Amei e desamei… Vivi.

No próximo segundo quarto de século eu desejo tudo novamente, com uma intensidade mais sucinta. Quero errar menos e acertar mais. Ser mais feliz que triste. Fazer mais amigos e não perdê-los, conservar os que estão comigo até aqui. Quero que as vontades sejam mais duradouras e as desvontades também. E quero um amor pra vida toda… o amor!
(excerto do blog Sendo brisa, sendo ventania)

Happy, Happy Birthday to me

vintage-celebrate

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